domingo, 24 de junho de 2012

SÉTIMA SESSÃO

Nesta sessão, gostaria apenas de divulgar notícias que relatam o progresso das novas tecnologias relativas às pessoas que necessitam delas para obter uma melhor qualidade de vida no seu dia a dia.



Notícias referentes às novas tecnologias para melhorarem a qualidade de vida de pessoas com deficiências

Edição do dia 23/06/2012
23/06/2012 21h14 - Atualizado em 23/06/2012 21h14
Nova tecnologia ajuda deficientes auditivos a usar o computador

Um programa de computador traduz textos para a linguagem dos sinais, usada por deficientes auditivos.

Pesquisadores da Universidade de Campinas, em São Paulo, criaram um programa de computador que traduz textos para a linguagem dos sinais, usada por deficientes auditivos.
“Olá, meu nome é Alícia”. Essa é a apresentação em libras do Avatar, figura humana representada no computador. Alícia é uma interprete virtual.
A cada texto digitado pela pesquisadora em português, faz a tradução para libras, a língua dos deficientes auditivos.
“O grande diferencial do nosso sistema é que não tem nada pré-gravado. Então a gente viu qual era a configuração da mão de cada sinal, como que as juntas da mão, do corpo se movimentavam para realizar essa articulação. Tudo isso foi descrito em um texto e gerado então a animação a partir desse texto”, explica Wanessa Machado Amaral, engenheira de computação.
O programa desenvolvido pelo Departamento de Computação da Universidade de Campinas permite ao Avatar reconhecer todas as letras do nosso alfabeto. E a partir daí traduzir os textos digitados.
A nova tecnologia foi inspirada no trabalho das intérpretes de libras que aparecem no início dos programas de televisão.
“Nós temos a perspectiva de que no futuro essa tecnologia pode trabalhar em conjunto com o close caption, que nós temos hoje nos televisores, que é aquela legenda embaixo da programação”, diz a engenheira.
O Brasil tem hoje quase 6 milhões de pessoas com deficiência auditiva, o equivalente a população de Goiás.
Convidamos o adolescente Luis Felipe para conhecer a novidade. Ele não teve dificuldades para a compreensão.
Outros países já desenvolveram programas semelhantes. Mas esse é o primeiro no Brasil na língua de sinais. No futuro, o Avatar pode traduzir todo o conteúdo de internet.
O próximo passo da pesquisa é fazer o Avatar se comunicar com os seres humanos para prestação de serviços.
“A pessoa pode pedir informação num pronto socorro, numa repartição pública, eventualmente até num aeroporto, para que ela possa, ela pessoa surda, gesticular, fazer a pergunta, o sistema capturar, interpretar e responder através do Avatar”, diz o orientador da pesquisa da Unicamp, José Mário de Martino.

Notícia


A FORÇA DE QUERER COMUNICAR
Nem a doença, fisicamente incapacitante, nem a distância dos Açores ao Continente, nem a falta de experiência na utilização do computador, são obstáculos para quem, como o Mestre Roberto, sente que comunicar com os outros é tão importante como respirar.

O Mestre Roberto é mais um exemplo de como a utilização das aplicações MagicEye e MagicKeyboard pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com graves limitações físicas.
O sucesso da utilização destas novas tecnologias de comunicação está sempre dependente de três factores cruciais que têm que se verificar em simultâneo:
1. A vontade do utilizador. Se não existir vontade ou se ela for limitada dificilmente se ultrapassarão os passos iniciais de adaptação à tecnologia.
2. Apoio familiar. Sem este apoio familiar não é nunca possível a uma pessoa, com todas as suas limitações físicas, conseguir sozinho adaptar-se e utilizar com sucesso a tecnologia.
3. Apoio técnico constante. Cada caso é um caso diferente de todos os outros. No Projecto MagicKey encaramos cada caso como um só e procuramos adaptar a esse mesmo caso, em função das suas especificidades, as tecnologias que melhor possam tirar partido das capacidades do utilizador.
Outros factores, como a distância ou a falta de conhecimentos informáticos do utilizador, serão apenas pequenos grãos de areia que rapidamente serão removidos.
Obrigado Mestre Roberto pelo seu exemplo de vida

Cadeira de rodas eléctrica controlada com o olhar
No âmbito do projecto Magic Key foi desenvolvido um protótipo de uma cadeira de rodas eléctrica que é controlada pela direcção do olhar.
Os primeiros testes efectuados com esta inovadora forma de controlo de uma cadeira de rodas eléctrica mostram que é possível conduzir com grande precisão uma cadeira de rodas eléctrica apenas com a direcção do olhar.
Este sistema usa uma câmara de alta definição e uma aplicação informática desenvolvida no âmbito deste projecto que determina a direcção do olhar do utilizador. Esta direcção é depois enviada ao módulo de controlo da cadeira que permite transformar os parâmetros recebidos em movimentos da própria cadeira. Para o utilizador fazer andar a cadeira para a frente tem que olhar para cima de um ponto de referência que se situa próximo da câmara. Para a cadeira andar para trás o utilizador tem que olhar para uma zona abaixo do ponto de referência. O mesmos se passa quando quer virar para a esquerda ou para a direita, bastando assim olhar para a direcção que quer seguir que de imediato e com grande estabilidade e precisão a cadeira seguirá nessa direcção.
Quanto mais o olhar da pessoa se afasta do ponto de referência, seja para cima, para baixo ou para os lados, maior será a velocidade da cadeira, o que permite efectuar o controlo da velocidade com grande precisão.
Esta cadeira poderá vir a ser usada, em ambientes interiores, por pessoas completamente imóveis que apenas tenham a capacidade mexer os olhos.
Este projecto tem vindo a ser apoiado, para além da ESTG/IPG, pela ADSI da Guarda e pela Fundação PT .

Leitor de movimentos pode ajudar na reabilitação de deficientes

Outros países também desenvolveram essa tecnologia. A vantagem da brasileira, criada na PUC-Rio, é que ela é mais rápida, menor e mais barata.

No laboratório da universidade, o estudante Alexandre Orniga veste uma touca de malha cheia de fios e sensores. Em cada um deles, injeta um gel condutor. O computador passa a captar as ondas cerebrais do estudante de robótica. Ele vai comandar o computador apenas com o pensamento.
O braço mecânico vai para cima, para os lados, para baixo. Alexandre nem se mexe. Como se fosse um paciente imobilizado, Alexandre usa a touca para enviar uma mensagem ao computador. Pode ligar a TV, chamar um médico, uma enfermeira. Pensou, o computador leva três segundos para obedecer.
“Nosso cérebro tem uma região que processa o planejamento do movimento. Ou seja , planejando o movimento e sem fazer o movimento, o cérebro já altera os sinais. Conseguimos captar isso”, explica o estudante Alexandre Orniga.
Toda essa tecnologia cabe em oito sensores, alguns fios, um notebook e uma caixinha preta.
Levou três anos para ser desenvolvida no Centro Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e foi a sensação este ano da Conferência Internacional de Robótica no Alasca, nos Estados Unidos.
Outros países também desenvolveram essa tecnologia. A vantagem da brasileira é que ela é mais rápida, menor e mais barata. O equipamento, se produzido para o mercado, custa menos de R$ 1 mil. No futuro vai ser menor ainda. O computador pode ser substituído por uma plaquinha de computador.
O leitor de pensamento dos japoneses, por exemplo, usa um capacete e uma caixa bem maiores. Já há empresas interessadas em produzir esse sistema e até o fim do ano deve entrar em testes um comando desses ligado a uma cadeira de rodas.
“Não vai precisar mover um único músculo, porque às vezes pode ser fatigante precisar mover um músculo como algumas interfaces atuais utilizam para mover cadeiras de rodas. Só com o pensamento ele vai conseguir executar a tarefa”, aponta o professor Marco Antônio Meggiolaro, do CTC / PUC-Rio.


15/04/2011
Implante neural faz cérebro falar com computador
Redação do Diário da Saúde

O Cérebro fala
Controlar um cursor na tela de um computador usando apenas a mente não é nenhuma novidade.
Mas, pela primeira vez, cientistasusaram os chamados implantes neurais para que pacientes pudessem "falar" diretamente com o computador.
As interfaces cérebro-computador normalmente usam implantes colocados no córtex motor - os pacientes movem o cursor pensando em mover um braço ou uma perna, por exemplo.
Agora, os pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, mostraram que é possível controlar o computador quando a pessoa fala ou apenas pensa em um som específico.
Fala cerebral
Os pacientes podem aprender a mover o braço de determinada forma que o computador entenda como significando "Olá", por exemplo.
Mas tudo se torna muito mais fácil se a pessoa simplesmente disser "Olá" usando o mesmo circuito neural que ela usava para falar e o computador entender isso como um "Olá".
Segundo os cientistas, usar o córtex motor faz sentido quando se está pensando em pacientes que perderam a mobilidade, mas é pouco eficiente no caso de pacientes que perderam a capacidade de se comunicar.
"Há muitos usos para esta tecnologia, incluindo o desenvolvimento de técnicas para restaurar a comunicação de pacientes que perderam a fala devido a danos cerebrais ou danos às suas cordas vocais," diz Eric C. Leuthardt, um dos autores da pesquisa.
Rádio da fala
Os chips neurais foram implantados na superfície do cérebro de pessoas com epilepsia para rastrear a fonte dos disparos neuronais que causam as crises.
Mas Leuthardt e seus colegas recentemente descobriram que esses implantes podem ser usados para sintonizar as diferentes frequências que o cérebro emite.
Agora eles ampliaram o alcance da técnica, usando o implante neural para "sintonizar" o cérebro e identificar as frequências que ele emite quando a pessoa está falando ou pensando em fonemas e palavras.
Depois de identificados os padrões de ondas cerebrais que representam diversos sons, os cientistas programaram a interface para reconhecê-los.
Falando com o computador
Os pacientes aprenderam rapidamente a controlar o cursor na tela do computador pensando ou falando o som apropriado.
No futuro, as interfaces poderão ser ajustadas para ouvir apenas a rede neural da fala ou simultaneamente as redes motora e da fala, afirma Leuthardt.
Por exemplo, um paciente com deficiência poderá usar sua região motora para controlar o movimento do cursor no computador e imaginar o som "click" quando desejar selecionar um determinado item na tela.

SEXTA SESSÃO

 Nesta sessão, para além de continuarmos a descobrir programas TIC para utilizar em pessoas que precisem de um SAAC, aprendemos a avaliar as competências necessárias para o efeito.

Processo de avaliação de um indivíduo que necessite de um SAAC

O determinar um Sistema Alternativo e Aumentativo de comunicação implica avaliar as competências do sujeito que necessite desse mesmo SAAC.

As competências avaliadas são as seguintes:

-Competências motoras: avalia-se a postura e o posicionamento do corpo, ou seja, determina-se a postura mais adequada para apontar ou activar um teclado ou comutador. A motricidade fina, global e manual são avaliadas para decidir se o individuo é capaz de fazer signos gestuais e o movimento de pinça. Avalia-se igualmente os movimentos voluntários e intencionais de diferentes pontos ou segmentos corporais. Identifica-se as distintas partes anatómicas com potencial funcional para avaliar as  competências funcionais do movimento e mede-se as amplitudes e a eficácia do movimento.  

-Competências sensoriais: Avalia-se as funções táteis, auditivas e visuais.

-Competências comunicativas-linguísticas: Avalia-se as funções comunicativas e o nível de expressão e compreensão.

As funções da comunicação podem ser: 
 - Informar; - Cumprimentar
- Pedir Informações;
 - Controlar o comportamento do outro;
 - Expressar estados emocionais; - Pedir ou rejeitar algo através da fala; - Chamar atenção para si através de sons.

-Competências cognitivas: Avalia-se os níveis  de atenção e de memória e de compreensão através do processo causa-efeito; memória de curto e longo prazo; capacidade de resolução de problemas e cumprimento de ordens simples e complexas.

-Competências de auto-ajuda: Competência que se resume a saber cuidar de si próprio, ou seja, avalia-se a autonomia do sujeito.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

QUINTA SESSÃO

Nesta quinta sessão, continuamos a descobrir programas para se aplicarem às crianças com NEE, mas também a adultos  na dimensão cognitiva. Construímos materiais nesta sessão com os programas existentes nos pcs da sala de aula.
Definimos as pessoas que necessitam de CAA e vimos os equipamentos a utilizar.

População que pode necessitar de CAA

A utilização de equipamentos ou programas da Comunicação Aumentativa e Alternativa não está propriamente sujeita à idade ou às capacidades mentais das pessoas, mas de determinados handicaps que surgem no decorrer da vida. Deste modo, qualquer pessoa pode necessitar de recorrer à CAA para poder comunicar. E usá-la nas seguintes condições:

-          Doenças congénitas/desenvolvimento:
-          Paralisia Cerebral;
-          Perturbações Cognitivas;
-          Surdos-Cegos;
-          Perturbações do Espectro do Autismo;
-          Dispraxias;
-          Perturbações Específicas da Linguagem;
-          Síndromes Genéticos;
-          doenças/incapacidades adquiridas:
-          Traumatismo Crânio-Encefálico;
-          Acidente Vascular Cerebral;
-          Lesões da Espinal-medula;
-          Laringectomia/Glossectomia;
-          Asfixia;
-          Doenças Neurológicas Progressivas (doença de Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica, Síndroma de Guillain-Barré, Doença de Huntington’s, Esclerose Múltipla, Distrofia Muscular, Doença de Parkinson, entre outras)

Rebus


O Sistema REBUS é composto por signos de escrita logográfica e foi produzido para ajudar pessoas com deficiência mental ligeira a aprender a ler. Este sistema requere pouca capacidade de leitura e situa-se numa fase intermédia da aprendizagem da leitura, facilitando o seu desenvolvimento. 
Bibliografia:
TETZCHNER, S.; MARTINSEN, H (2000) Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa.
Colecção Educação Especial. Porto. Porto Editora.


Firevox



O FireVox é um Software que auxilia os utilizadores invisuais ou com baixa visão.

Ele analisa o que está no ecrã, convertendo-o para uma linguagem verbal ou para o Braille, para que o conteúdo em questão se torne percetível para o usuário.

Endereço na Web: http://www.firevox.clcworld.net/

As vantagens das novas tecnologias para pessoas com NEE


A tecnologia possui o mérito de facultar às pessoas deficientes uma melhor qualidade de vida. Os indivíduos detentores de deficiência visual, por exemplo, podem socorrer-se da impressora Braille para imprimir em alto-relevo os conteúdos incluídos num documento em formato digital. Por outro lado, existem softwares e hardwares que possibilitam a audição daquilo  está escrito no ecrã de acordo com as caraterísticas dos usuários. Por sua vez, o teclado virtual simplifica a escrita no computador por sujeitos que possuem dificuldade em manejar o teclado normal.
As novas tecnologias possibilitam que as pessoas com mobilidade reduzida consigam ter acesso a diversos mecanismos que permitem o acesso a certos objetos, entre outros os manípulos de apoios e braços.


Os docentes devem recorrer  às tecnologias encarando-as como ferramentas pedagógicas e como meio de tornar a aprendizagem dos discentes mais acessível e agradável. Seria fundamental fomentar o interesse e a curiosidade dos alunos  para que o estudo se torne mais fácil e aliciante, de forma a torná-los cidadão aptos para aplicar conhecimentos em contextos reais.


Bibliografia:
Bautista, R. (1997) (Coord.) Necessidades Educativas Especiais. Lisboa: Dinalivro.
BENTO, C. et al. (2005). Programa de Generalização do Ensino do Inglês no 1º Ciclo do Ensino Básico – Orientações Programáticas. Lisboa:
Ministério da Educação – Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. Correia, L. M. (1999)
Alunos com Necessidades Educativas Especiais nas Classes Regulares. Colecção Educação Especial. Porto: Porto Editora. Ministério da Educação. (2004)
Organização Curricular e Programas, Ensino Básico – 1º Ciclo. 4ª Edição. Ministério da Educação – Departamento da Educação Básica. Ministério da Educação. (2001).
Currículo Nacional do Ensino Básico. Competências Essenciais. Lisboa: Ministério da Educação – Departamento da Educação Básica. 
site: http://www.youtube.com/watch?v=67bU2k-7ZAU

quarta-feira, 9 de maio de 2012

QUARTA SESSÃO

Nesta sessão, foram abordados conteúdos importantes para se trabalhar com os alunos NEE em contexto escolar. Foram explorados materiais e equipamentos distintos que se aplicam aos discentes de acordo com as suas necessidades. Nesta sessão, também criamos materiais recorrendo aos programas existentes nos computadores da nossa sala de aula.


Tecnologias de apoio

Como foi referido na última sessão, as tecnologias de apoio são instrumentos, peça de equipamento ou sistema adquiridos, que depois são modificados ou adaptados ao utilizador com a finalidade de aumentar, manter ou melhorar a capacidade funcional da pessoa com dificuldades de comunicação.

Revelam um contributo inestimável no campo da habilitação e educação sobretudo nas áreas do desenvolvimento cognitivo, psicomotor, meio aumentativo e/ou alternativo de comunicação e ainda como meio facilitador da realização de uma tarefa. As vezes representam a única alternativa para  para poderem interagir com o meio, e terem uma real participação social.




Definição de Sistema Aumentativo e Alternativo à Comunicação - SAAC


 

 
Os SAAC são recursos especiais que facultam a possibilidades de comunicar e interagir através de dispositivos de mensagem simples e múltiplas, com digitalização de voz, sistemas gráficos, utilizando pranchas de comunicação, comunicadores de diversos tipos, e até computadores com software que permita a construção de quadros de comunicação e digitalização de voz (von Tetzchner & Martinsen, 2000).
Dividem-se em:
 1) Sistemas que não precisam de ajuda externa – o indivíduo usa o próprio corpo através de sinais, piscar de olhos, vocalizações, apontar, escrita e outros gestos;
2) Sistemas que necessitam de ajuda – utilizam-se recursos para transmitir e receber mensagens através de objectos, sistemas gráficos, Braille, listas de palavras, gravador e computador. A comunicação alternativa pode ser feita utilizando diferentes signos (gestuais, gráficos e/ou tangíveis).
Bibliografia: Tetzchner, S. & Martinsen, H. (2000). Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa (2ºed.). Porto: Porto Editora.
Sistemas de signos
Tipos de sistemas

- Podem ser meios de comunicação temporários, para servir indivíduos que passaram por situações traumáticas ou cirurgias que os impedem de usar a falar de forma temporária;
– Podem ser meios de comunicação que facilitam e fomentam a faculdade de fala e suporte do desenvolvimento das competências cognitivas;
– Podem ser sistemas alternativos que permitem aos indivíduos despoletar a comunicação oral, até um ponto em que deixam de ser necessários. (cf. Ponte & Azevedo,1999).

Categoria de sistemas

É possível colocar por sistemas de signos por categorias:

- Sistema de comunicação por imagens, em que se utilizam fotografias e imagens por grau de complexidade;
- Sistema de comunicação por objetos que são normalmente usados por pessoas com incapacidade cognitiva;
- Sistema de comunicação por símbolos gráficos que consiste em juntar aos desenhos estruturados por uma determinada sequência um texto escrito ( ex: spc).
- Sistema de comunicação combinado que juntam símbolos gráficos e manuais (ex: Makaton);
- Sistema de comunicação com base na competência da escrita onde se recorre ao sistema alfabético para organizar palavras ou frases.
- Sistema de comunicação por linguagem codificada sendo os mais conhecidos o braille e o morse.

Por sua vez, Basil subdividiu os sistemas sem ajuda nas seguintes categorias:

- Sistema de gestos para surdos como a Língua Gestual Portuguesa;
- Sistema de gestos pedagógicos que pode ser, entre outros, a comunicação bimodal
 (fala e gesto);
- Códigos gestuais de foro não linguístico ( exemplo: Amer-Ind);



Os signos gráficos estão associados vulgarmente à utilização de tecnologias de apoio para a comunicação e abarcam desde simples tabelas de apontar aos equipamentos assentes em suportes informáticos. Certos sistemas gráficos estão dispostos em categorias sintáticas (o Bliss e os Símbolos Pictográficos para a Comunicação - SPC), outros em categorias semânticas (Pictogramas Ideogramas para a Comunicação - PIC). Os símbolos Bliss e SPC empregam cores distintas para organizar as classes de vocábulos (verde para verbos, azul para adjetivos e advérbios, laranja para substantivos, amarelo para pronomes pessoais), por sua vez, o sistema PIC contém símbolos a preto e branco.
Bibliografia
 Lima, C. e Ferreira, L. (2004) Paralisia Cerebral: Neurologia, Ortopedia, Reabilitação. Guanabara Koogan. Brasil.



Os signos tangíveis estão, por norma, associados a objetos usados na ação que se quer comunicar. Eles podem ser objetos reais, objetos em miniaturas, parte de objetos e objetos artificiais/texturas. Os signos tangíveis são utilizados por crianças que podem tocá-los e manipulá-los, sendo um ato de comunicação imediato, já que os interlocutores percebe o que um quer dizer ao outro. A título de exemplo, foca-se a escova de dentes que poderá simbolizar para a criança, a hora de ir buscar a sua escova de dentes para tratar da sua higiene oral.
Bibliografia: Tetzchner, S. & Martinsen, H. (2000). Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa (2ºed.), Porto Editora.

Sistema SPC

O sistema pictográfico de comunicação (SPC) é um sistema de comunicação universal, originários dos E.U.A. Criado por Roxana Mayer Johnson, em 1981, possuía no início 700 símbolos, mas o sucesso e o desenvolvimento deste sistema foi tão positivo que se aumentou para 3200 símbolos.
O SPC define-se por ser um sistema gráfico visual que possui desenhos simples que se agrupam consoante a necessidade que existe em comunicar entre os interlocutores.
Normalmente, o vocábulo escrito situa-se acima de cada pictograma. Este sistema organiza-se em seis categorias em que cada uma equivale a uma cor:

    - Pessoas –  amarelo
    - Verbos – verde
    - Adjetivos – azul
    - Substantivos – laranja
    - Diversos – branco
    - Sociais – cor-de-rosa

Estes símbolos podem ser utilizados como auxiliar de comunicação temporária ou como parte permanente de um processo comunicativo. De salientar que este sistema criou símbolos apropriados para a todos os níveis etários, por isso, é utilizado um nível simples de linguagem expressiva, um vocabulário limitado e estruturas de frases curtas. Podem ser usados simultaneamente com fotografias, desenhos próprios e figuras de revistas.
Bibliografia: Finnie, NR. (2000) O manuseio em casa da criança com Paralisia Cerebral. 3ª Edição, Brasil Manole.

O Sistema PIC (Pictogramas Ideogramas para a Comunicação) resume-se a sinais brancos sobre fundos negros. Estão ordenados nas pranchas de comunicação atendendo a uma organização semântica. As ilustrações assemelham-se a sinais de ambiente comunitário. Este sistema é concebido para crianças que exibam dificuldades de visão, uma vez que a cor branca (imagem) no fundo preto reflete um maior contraste. Este sistema revela limitações por causa de possuir ainda um leque abreviado de símbolos.

Sistema Bliss


O Sistema Bliss é formado por signos gráficos, que representam noções elementares ou complicadas para traduzir uma determinada ideia. Exemplo: caixa + olhar + ouvir + eletricidade = televisão. Ainda que haja inúmeras possibilidades de combinações, a sua aprendizagem é mais morosa e impõe um maior desempenho cognitivo. Este sistema é utilizado como um programa de comunicação em crianças com deficiência motora e que apresentam dificuldades nas competências da leitura e da escrita. Este sistema é igualmente produtivo para as pessoas não falantes.


Os signos gestuais dizem respeito à língua gestual, é usada pelos surdos e varia de acordo com o país ou com a região do mesmo.
Existem igualmente os signos Makaton, que não são mais que um sistema que recorre a gestos, símbolos, figuras e expressões faciais. Este programa permite o uso em simultâneo de gestos e símbolos com a fala, o que possibilita desenvolver nas crianças a comunicação funcional, a estrutura da linguagem oral e da literacia, ajudando o acesso aos significados que existem à nossa volta e propicia uma maior disponibilidade para as relações de comunicação com os outros. . É utilizado em mais de 40 países, tendo ajudado claramente muitas de crianças e adultos.
Bibliografia
Tetzchner, S. & Martinsen, H. (2000). Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa (2ºed.). Porto: Porto Editora

Links de interesse:
http://www.makaton.org/


consultar http://www.cresceremrede.net/i_online/interventionData.aspx?idIn=3

InVento

InVento é um programa concebido à medida das necessidades dos alunos, no intuito de criar instrumentos motivadores para o seu desenvolvimento cognitivo.
É uma ferramenta que permite criar instrumentos de trabalho com recurso a textos, ao som e à imagem, que pode ser adaptada às necessidades específicas de cada utilizador. O programa Invento, está enquadrado na realidade do nosso dia-a-dia e permite construir materiais para o desenvolvimento de tarefas essenciais, quer à aprendizagem de conteúdos específicos, quer à aquisição de comportamentos sociais essenciais.
A abordagem dos conteúdos e a forma como se trabalham funciona como atrativo para uma atenção muitas vezes dispersa ou ocupada dos alunos NEE. As potencialidades deste programa são sobretudo ler tudo o que está escrito com sintetizador de voz em português europeu, escrever textos por símbolos, utilizar balões de fala, aceder a uma galeria com mais de 1500 imagens para ilustrar os trabalhos concebidos, utilizar qualquer imagem que esteja gravada na memória do computador e usar cerca de 7.500 símbolos coloridos.


Plaphoons




O programa Plaphoons é um programa de comunicação concebido para as pessoas com incapacidade motora com disfunção ao nível da fala. O usuário pode digitar qualquer frase para escutar depois o que foi escrito. Por outro lado, Plaphoons constitui uma ferramenta que melhora a comunicação e desenvolve as competências da leitura/escrita.
Este programa é um comunicador activo, na medida que permite o uso de uns desenhos que representam ações, desejos, sentimentos, entre outros. O usuário escolhe esse desenho e cria uma mensagem. As vantagens deste programa é que pode ser usado como um dossier digital de comunicação através de um ecrã táctil, rato ou comutador com varrimento. Pode ser usado igualmente como um comunicador com varrimento e usado como editor de portefólio para depois ser impresso em bliss e SPC.

consultar: http://www/.youtube.com/watch?v=Rh093dYMZtk
GLOBUS 3

É um programa que produz uma representação gráfica no ecrã da voz emitida num microfone. É útil para estimular a fala. Os alunos surdos podem aperceber-se das representações gráficas da voz e ajustar os seus sons aos padrões standart.
Spreadthesign.com


Spreadthesign.com é um projeto piloto financiado pelo Fundo Social Europeu, através do Programa de Leonardo da Vinci e é uma ferramenta muito útil para ajudar a ultrapassar a barreira de comunicação entre surdos e ouvintes.

Cobshell
O Cobshell é um programa de comunicação que tem um interface de 6 botões que cobrem todo o ecrã. Podem configurar -se os botões de modo a ativar um programa e também associar a cada botão uma imagem (.bmp) e um som (.wav). Este programa serve para desenvolver as competências cognitivas, motoras, de comunicação e de aprendizagem. O Interface e Forma de Acesso ao Software são feitos através de um dispositivo apontador alternativo, dispositivo apontador. É usado quer no pré-escolar, quer no primeiro ciclo e por adultos.