quinta-feira, 10 de maio de 2012

QUINTA SESSÃO

Nesta quinta sessão, continuamos a descobrir programas para se aplicarem às crianças com NEE, mas também a adultos  na dimensão cognitiva. Construímos materiais nesta sessão com os programas existentes nos pcs da sala de aula.
Definimos as pessoas que necessitam de CAA e vimos os equipamentos a utilizar.

População que pode necessitar de CAA

A utilização de equipamentos ou programas da Comunicação Aumentativa e Alternativa não está propriamente sujeita à idade ou às capacidades mentais das pessoas, mas de determinados handicaps que surgem no decorrer da vida. Deste modo, qualquer pessoa pode necessitar de recorrer à CAA para poder comunicar. E usá-la nas seguintes condições:

-          Doenças congénitas/desenvolvimento:
-          Paralisia Cerebral;
-          Perturbações Cognitivas;
-          Surdos-Cegos;
-          Perturbações do Espectro do Autismo;
-          Dispraxias;
-          Perturbações Específicas da Linguagem;
-          Síndromes Genéticos;
-          doenças/incapacidades adquiridas:
-          Traumatismo Crânio-Encefálico;
-          Acidente Vascular Cerebral;
-          Lesões da Espinal-medula;
-          Laringectomia/Glossectomia;
-          Asfixia;
-          Doenças Neurológicas Progressivas (doença de Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica, Síndroma de Guillain-Barré, Doença de Huntington’s, Esclerose Múltipla, Distrofia Muscular, Doença de Parkinson, entre outras)

Rebus


O Sistema REBUS é composto por signos de escrita logográfica e foi produzido para ajudar pessoas com deficiência mental ligeira a aprender a ler. Este sistema requere pouca capacidade de leitura e situa-se numa fase intermédia da aprendizagem da leitura, facilitando o seu desenvolvimento. 
Bibliografia:
TETZCHNER, S.; MARTINSEN, H (2000) Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa.
Colecção Educação Especial. Porto. Porto Editora.


Firevox



O FireVox é um Software que auxilia os utilizadores invisuais ou com baixa visão.

Ele analisa o que está no ecrã, convertendo-o para uma linguagem verbal ou para o Braille, para que o conteúdo em questão se torne percetível para o usuário.

Endereço na Web: http://www.firevox.clcworld.net/

As vantagens das novas tecnologias para pessoas com NEE


A tecnologia possui o mérito de facultar às pessoas deficientes uma melhor qualidade de vida. Os indivíduos detentores de deficiência visual, por exemplo, podem socorrer-se da impressora Braille para imprimir em alto-relevo os conteúdos incluídos num documento em formato digital. Por outro lado, existem softwares e hardwares que possibilitam a audição daquilo  está escrito no ecrã de acordo com as caraterísticas dos usuários. Por sua vez, o teclado virtual simplifica a escrita no computador por sujeitos que possuem dificuldade em manejar o teclado normal.
As novas tecnologias possibilitam que as pessoas com mobilidade reduzida consigam ter acesso a diversos mecanismos que permitem o acesso a certos objetos, entre outros os manípulos de apoios e braços.


Os docentes devem recorrer  às tecnologias encarando-as como ferramentas pedagógicas e como meio de tornar a aprendizagem dos discentes mais acessível e agradável. Seria fundamental fomentar o interesse e a curiosidade dos alunos  para que o estudo se torne mais fácil e aliciante, de forma a torná-los cidadão aptos para aplicar conhecimentos em contextos reais.


Bibliografia:
Bautista, R. (1997) (Coord.) Necessidades Educativas Especiais. Lisboa: Dinalivro.
BENTO, C. et al. (2005). Programa de Generalização do Ensino do Inglês no 1º Ciclo do Ensino Básico – Orientações Programáticas. Lisboa:
Ministério da Educação – Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. Correia, L. M. (1999)
Alunos com Necessidades Educativas Especiais nas Classes Regulares. Colecção Educação Especial. Porto: Porto Editora. Ministério da Educação. (2004)
Organização Curricular e Programas, Ensino Básico – 1º Ciclo. 4ª Edição. Ministério da Educação – Departamento da Educação Básica. Ministério da Educação. (2001).
Currículo Nacional do Ensino Básico. Competências Essenciais. Lisboa: Ministério da Educação – Departamento da Educação Básica. 
site: http://www.youtube.com/watch?v=67bU2k-7ZAU

quarta-feira, 9 de maio de 2012

QUARTA SESSÃO

Nesta sessão, foram abordados conteúdos importantes para se trabalhar com os alunos NEE em contexto escolar. Foram explorados materiais e equipamentos distintos que se aplicam aos discentes de acordo com as suas necessidades. Nesta sessão, também criamos materiais recorrendo aos programas existentes nos computadores da nossa sala de aula.


Tecnologias de apoio

Como foi referido na última sessão, as tecnologias de apoio são instrumentos, peça de equipamento ou sistema adquiridos, que depois são modificados ou adaptados ao utilizador com a finalidade de aumentar, manter ou melhorar a capacidade funcional da pessoa com dificuldades de comunicação.

Revelam um contributo inestimável no campo da habilitação e educação sobretudo nas áreas do desenvolvimento cognitivo, psicomotor, meio aumentativo e/ou alternativo de comunicação e ainda como meio facilitador da realização de uma tarefa. As vezes representam a única alternativa para  para poderem interagir com o meio, e terem uma real participação social.




Definição de Sistema Aumentativo e Alternativo à Comunicação - SAAC


 

 
Os SAAC são recursos especiais que facultam a possibilidades de comunicar e interagir através de dispositivos de mensagem simples e múltiplas, com digitalização de voz, sistemas gráficos, utilizando pranchas de comunicação, comunicadores de diversos tipos, e até computadores com software que permita a construção de quadros de comunicação e digitalização de voz (von Tetzchner & Martinsen, 2000).
Dividem-se em:
 1) Sistemas que não precisam de ajuda externa – o indivíduo usa o próprio corpo através de sinais, piscar de olhos, vocalizações, apontar, escrita e outros gestos;
2) Sistemas que necessitam de ajuda – utilizam-se recursos para transmitir e receber mensagens através de objectos, sistemas gráficos, Braille, listas de palavras, gravador e computador. A comunicação alternativa pode ser feita utilizando diferentes signos (gestuais, gráficos e/ou tangíveis).
Bibliografia: Tetzchner, S. & Martinsen, H. (2000). Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa (2ºed.). Porto: Porto Editora.
Sistemas de signos
Tipos de sistemas

- Podem ser meios de comunicação temporários, para servir indivíduos que passaram por situações traumáticas ou cirurgias que os impedem de usar a falar de forma temporária;
– Podem ser meios de comunicação que facilitam e fomentam a faculdade de fala e suporte do desenvolvimento das competências cognitivas;
– Podem ser sistemas alternativos que permitem aos indivíduos despoletar a comunicação oral, até um ponto em que deixam de ser necessários. (cf. Ponte & Azevedo,1999).

Categoria de sistemas

É possível colocar por sistemas de signos por categorias:

- Sistema de comunicação por imagens, em que se utilizam fotografias e imagens por grau de complexidade;
- Sistema de comunicação por objetos que são normalmente usados por pessoas com incapacidade cognitiva;
- Sistema de comunicação por símbolos gráficos que consiste em juntar aos desenhos estruturados por uma determinada sequência um texto escrito ( ex: spc).
- Sistema de comunicação combinado que juntam símbolos gráficos e manuais (ex: Makaton);
- Sistema de comunicação com base na competência da escrita onde se recorre ao sistema alfabético para organizar palavras ou frases.
- Sistema de comunicação por linguagem codificada sendo os mais conhecidos o braille e o morse.

Por sua vez, Basil subdividiu os sistemas sem ajuda nas seguintes categorias:

- Sistema de gestos para surdos como a Língua Gestual Portuguesa;
- Sistema de gestos pedagógicos que pode ser, entre outros, a comunicação bimodal
 (fala e gesto);
- Códigos gestuais de foro não linguístico ( exemplo: Amer-Ind);



Os signos gráficos estão associados vulgarmente à utilização de tecnologias de apoio para a comunicação e abarcam desde simples tabelas de apontar aos equipamentos assentes em suportes informáticos. Certos sistemas gráficos estão dispostos em categorias sintáticas (o Bliss e os Símbolos Pictográficos para a Comunicação - SPC), outros em categorias semânticas (Pictogramas Ideogramas para a Comunicação - PIC). Os símbolos Bliss e SPC empregam cores distintas para organizar as classes de vocábulos (verde para verbos, azul para adjetivos e advérbios, laranja para substantivos, amarelo para pronomes pessoais), por sua vez, o sistema PIC contém símbolos a preto e branco.
Bibliografia
 Lima, C. e Ferreira, L. (2004) Paralisia Cerebral: Neurologia, Ortopedia, Reabilitação. Guanabara Koogan. Brasil.



Os signos tangíveis estão, por norma, associados a objetos usados na ação que se quer comunicar. Eles podem ser objetos reais, objetos em miniaturas, parte de objetos e objetos artificiais/texturas. Os signos tangíveis são utilizados por crianças que podem tocá-los e manipulá-los, sendo um ato de comunicação imediato, já que os interlocutores percebe o que um quer dizer ao outro. A título de exemplo, foca-se a escova de dentes que poderá simbolizar para a criança, a hora de ir buscar a sua escova de dentes para tratar da sua higiene oral.
Bibliografia: Tetzchner, S. & Martinsen, H. (2000). Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa (2ºed.), Porto Editora.

Sistema SPC

O sistema pictográfico de comunicação (SPC) é um sistema de comunicação universal, originários dos E.U.A. Criado por Roxana Mayer Johnson, em 1981, possuía no início 700 símbolos, mas o sucesso e o desenvolvimento deste sistema foi tão positivo que se aumentou para 3200 símbolos.
O SPC define-se por ser um sistema gráfico visual que possui desenhos simples que se agrupam consoante a necessidade que existe em comunicar entre os interlocutores.
Normalmente, o vocábulo escrito situa-se acima de cada pictograma. Este sistema organiza-se em seis categorias em que cada uma equivale a uma cor:

    - Pessoas –  amarelo
    - Verbos – verde
    - Adjetivos – azul
    - Substantivos – laranja
    - Diversos – branco
    - Sociais – cor-de-rosa

Estes símbolos podem ser utilizados como auxiliar de comunicação temporária ou como parte permanente de um processo comunicativo. De salientar que este sistema criou símbolos apropriados para a todos os níveis etários, por isso, é utilizado um nível simples de linguagem expressiva, um vocabulário limitado e estruturas de frases curtas. Podem ser usados simultaneamente com fotografias, desenhos próprios e figuras de revistas.
Bibliografia: Finnie, NR. (2000) O manuseio em casa da criança com Paralisia Cerebral. 3ª Edição, Brasil Manole.

O Sistema PIC (Pictogramas Ideogramas para a Comunicação) resume-se a sinais brancos sobre fundos negros. Estão ordenados nas pranchas de comunicação atendendo a uma organização semântica. As ilustrações assemelham-se a sinais de ambiente comunitário. Este sistema é concebido para crianças que exibam dificuldades de visão, uma vez que a cor branca (imagem) no fundo preto reflete um maior contraste. Este sistema revela limitações por causa de possuir ainda um leque abreviado de símbolos.

Sistema Bliss


O Sistema Bliss é formado por signos gráficos, que representam noções elementares ou complicadas para traduzir uma determinada ideia. Exemplo: caixa + olhar + ouvir + eletricidade = televisão. Ainda que haja inúmeras possibilidades de combinações, a sua aprendizagem é mais morosa e impõe um maior desempenho cognitivo. Este sistema é utilizado como um programa de comunicação em crianças com deficiência motora e que apresentam dificuldades nas competências da leitura e da escrita. Este sistema é igualmente produtivo para as pessoas não falantes.


Os signos gestuais dizem respeito à língua gestual, é usada pelos surdos e varia de acordo com o país ou com a região do mesmo.
Existem igualmente os signos Makaton, que não são mais que um sistema que recorre a gestos, símbolos, figuras e expressões faciais. Este programa permite o uso em simultâneo de gestos e símbolos com a fala, o que possibilita desenvolver nas crianças a comunicação funcional, a estrutura da linguagem oral e da literacia, ajudando o acesso aos significados que existem à nossa volta e propicia uma maior disponibilidade para as relações de comunicação com os outros. . É utilizado em mais de 40 países, tendo ajudado claramente muitas de crianças e adultos.
Bibliografia
Tetzchner, S. & Martinsen, H. (2000). Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa (2ºed.). Porto: Porto Editora

Links de interesse:
http://www.makaton.org/


consultar http://www.cresceremrede.net/i_online/interventionData.aspx?idIn=3

InVento

InVento é um programa concebido à medida das necessidades dos alunos, no intuito de criar instrumentos motivadores para o seu desenvolvimento cognitivo.
É uma ferramenta que permite criar instrumentos de trabalho com recurso a textos, ao som e à imagem, que pode ser adaptada às necessidades específicas de cada utilizador. O programa Invento, está enquadrado na realidade do nosso dia-a-dia e permite construir materiais para o desenvolvimento de tarefas essenciais, quer à aprendizagem de conteúdos específicos, quer à aquisição de comportamentos sociais essenciais.
A abordagem dos conteúdos e a forma como se trabalham funciona como atrativo para uma atenção muitas vezes dispersa ou ocupada dos alunos NEE. As potencialidades deste programa são sobretudo ler tudo o que está escrito com sintetizador de voz em português europeu, escrever textos por símbolos, utilizar balões de fala, aceder a uma galeria com mais de 1500 imagens para ilustrar os trabalhos concebidos, utilizar qualquer imagem que esteja gravada na memória do computador e usar cerca de 7.500 símbolos coloridos.


Plaphoons




O programa Plaphoons é um programa de comunicação concebido para as pessoas com incapacidade motora com disfunção ao nível da fala. O usuário pode digitar qualquer frase para escutar depois o que foi escrito. Por outro lado, Plaphoons constitui uma ferramenta que melhora a comunicação e desenvolve as competências da leitura/escrita.
Este programa é um comunicador activo, na medida que permite o uso de uns desenhos que representam ações, desejos, sentimentos, entre outros. O usuário escolhe esse desenho e cria uma mensagem. As vantagens deste programa é que pode ser usado como um dossier digital de comunicação através de um ecrã táctil, rato ou comutador com varrimento. Pode ser usado igualmente como um comunicador com varrimento e usado como editor de portefólio para depois ser impresso em bliss e SPC.

consultar: http://www/.youtube.com/watch?v=Rh093dYMZtk
GLOBUS 3

É um programa que produz uma representação gráfica no ecrã da voz emitida num microfone. É útil para estimular a fala. Os alunos surdos podem aperceber-se das representações gráficas da voz e ajustar os seus sons aos padrões standart.
Spreadthesign.com


Spreadthesign.com é um projeto piloto financiado pelo Fundo Social Europeu, através do Programa de Leonardo da Vinci e é uma ferramenta muito útil para ajudar a ultrapassar a barreira de comunicação entre surdos e ouvintes.

Cobshell
O Cobshell é um programa de comunicação que tem um interface de 6 botões que cobrem todo o ecrã. Podem configurar -se os botões de modo a ativar um programa e também associar a cada botão uma imagem (.bmp) e um som (.wav). Este programa serve para desenvolver as competências cognitivas, motoras, de comunicação e de aprendizagem. O Interface e Forma de Acesso ao Software são feitos através de um dispositivo apontador alternativo, dispositivo apontador. É usado quer no pré-escolar, quer no primeiro ciclo e por adultos.