domingo, 24 de junho de 2012

SÉTIMA SESSÃO

Nesta sessão, gostaria apenas de divulgar notícias que relatam o progresso das novas tecnologias relativas às pessoas que necessitam delas para obter uma melhor qualidade de vida no seu dia a dia.



Notícias referentes às novas tecnologias para melhorarem a qualidade de vida de pessoas com deficiências

Edição do dia 23/06/2012
23/06/2012 21h14 - Atualizado em 23/06/2012 21h14
Nova tecnologia ajuda deficientes auditivos a usar o computador

Um programa de computador traduz textos para a linguagem dos sinais, usada por deficientes auditivos.

Pesquisadores da Universidade de Campinas, em São Paulo, criaram um programa de computador que traduz textos para a linguagem dos sinais, usada por deficientes auditivos.
“Olá, meu nome é Alícia”. Essa é a apresentação em libras do Avatar, figura humana representada no computador. Alícia é uma interprete virtual.
A cada texto digitado pela pesquisadora em português, faz a tradução para libras, a língua dos deficientes auditivos.
“O grande diferencial do nosso sistema é que não tem nada pré-gravado. Então a gente viu qual era a configuração da mão de cada sinal, como que as juntas da mão, do corpo se movimentavam para realizar essa articulação. Tudo isso foi descrito em um texto e gerado então a animação a partir desse texto”, explica Wanessa Machado Amaral, engenheira de computação.
O programa desenvolvido pelo Departamento de Computação da Universidade de Campinas permite ao Avatar reconhecer todas as letras do nosso alfabeto. E a partir daí traduzir os textos digitados.
A nova tecnologia foi inspirada no trabalho das intérpretes de libras que aparecem no início dos programas de televisão.
“Nós temos a perspectiva de que no futuro essa tecnologia pode trabalhar em conjunto com o close caption, que nós temos hoje nos televisores, que é aquela legenda embaixo da programação”, diz a engenheira.
O Brasil tem hoje quase 6 milhões de pessoas com deficiência auditiva, o equivalente a população de Goiás.
Convidamos o adolescente Luis Felipe para conhecer a novidade. Ele não teve dificuldades para a compreensão.
Outros países já desenvolveram programas semelhantes. Mas esse é o primeiro no Brasil na língua de sinais. No futuro, o Avatar pode traduzir todo o conteúdo de internet.
O próximo passo da pesquisa é fazer o Avatar se comunicar com os seres humanos para prestação de serviços.
“A pessoa pode pedir informação num pronto socorro, numa repartição pública, eventualmente até num aeroporto, para que ela possa, ela pessoa surda, gesticular, fazer a pergunta, o sistema capturar, interpretar e responder através do Avatar”, diz o orientador da pesquisa da Unicamp, José Mário de Martino.

Notícia


A FORÇA DE QUERER COMUNICAR
Nem a doença, fisicamente incapacitante, nem a distância dos Açores ao Continente, nem a falta de experiência na utilização do computador, são obstáculos para quem, como o Mestre Roberto, sente que comunicar com os outros é tão importante como respirar.

O Mestre Roberto é mais um exemplo de como a utilização das aplicações MagicEye e MagicKeyboard pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com graves limitações físicas.
O sucesso da utilização destas novas tecnologias de comunicação está sempre dependente de três factores cruciais que têm que se verificar em simultâneo:
1. A vontade do utilizador. Se não existir vontade ou se ela for limitada dificilmente se ultrapassarão os passos iniciais de adaptação à tecnologia.
2. Apoio familiar. Sem este apoio familiar não é nunca possível a uma pessoa, com todas as suas limitações físicas, conseguir sozinho adaptar-se e utilizar com sucesso a tecnologia.
3. Apoio técnico constante. Cada caso é um caso diferente de todos os outros. No Projecto MagicKey encaramos cada caso como um só e procuramos adaptar a esse mesmo caso, em função das suas especificidades, as tecnologias que melhor possam tirar partido das capacidades do utilizador.
Outros factores, como a distância ou a falta de conhecimentos informáticos do utilizador, serão apenas pequenos grãos de areia que rapidamente serão removidos.
Obrigado Mestre Roberto pelo seu exemplo de vida

Cadeira de rodas eléctrica controlada com o olhar
No âmbito do projecto Magic Key foi desenvolvido um protótipo de uma cadeira de rodas eléctrica que é controlada pela direcção do olhar.
Os primeiros testes efectuados com esta inovadora forma de controlo de uma cadeira de rodas eléctrica mostram que é possível conduzir com grande precisão uma cadeira de rodas eléctrica apenas com a direcção do olhar.
Este sistema usa uma câmara de alta definição e uma aplicação informática desenvolvida no âmbito deste projecto que determina a direcção do olhar do utilizador. Esta direcção é depois enviada ao módulo de controlo da cadeira que permite transformar os parâmetros recebidos em movimentos da própria cadeira. Para o utilizador fazer andar a cadeira para a frente tem que olhar para cima de um ponto de referência que se situa próximo da câmara. Para a cadeira andar para trás o utilizador tem que olhar para uma zona abaixo do ponto de referência. O mesmos se passa quando quer virar para a esquerda ou para a direita, bastando assim olhar para a direcção que quer seguir que de imediato e com grande estabilidade e precisão a cadeira seguirá nessa direcção.
Quanto mais o olhar da pessoa se afasta do ponto de referência, seja para cima, para baixo ou para os lados, maior será a velocidade da cadeira, o que permite efectuar o controlo da velocidade com grande precisão.
Esta cadeira poderá vir a ser usada, em ambientes interiores, por pessoas completamente imóveis que apenas tenham a capacidade mexer os olhos.
Este projecto tem vindo a ser apoiado, para além da ESTG/IPG, pela ADSI da Guarda e pela Fundação PT .

Leitor de movimentos pode ajudar na reabilitação de deficientes

Outros países também desenvolveram essa tecnologia. A vantagem da brasileira, criada na PUC-Rio, é que ela é mais rápida, menor e mais barata.

No laboratório da universidade, o estudante Alexandre Orniga veste uma touca de malha cheia de fios e sensores. Em cada um deles, injeta um gel condutor. O computador passa a captar as ondas cerebrais do estudante de robótica. Ele vai comandar o computador apenas com o pensamento.
O braço mecânico vai para cima, para os lados, para baixo. Alexandre nem se mexe. Como se fosse um paciente imobilizado, Alexandre usa a touca para enviar uma mensagem ao computador. Pode ligar a TV, chamar um médico, uma enfermeira. Pensou, o computador leva três segundos para obedecer.
“Nosso cérebro tem uma região que processa o planejamento do movimento. Ou seja , planejando o movimento e sem fazer o movimento, o cérebro já altera os sinais. Conseguimos captar isso”, explica o estudante Alexandre Orniga.
Toda essa tecnologia cabe em oito sensores, alguns fios, um notebook e uma caixinha preta.
Levou três anos para ser desenvolvida no Centro Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e foi a sensação este ano da Conferência Internacional de Robótica no Alasca, nos Estados Unidos.
Outros países também desenvolveram essa tecnologia. A vantagem da brasileira é que ela é mais rápida, menor e mais barata. O equipamento, se produzido para o mercado, custa menos de R$ 1 mil. No futuro vai ser menor ainda. O computador pode ser substituído por uma plaquinha de computador.
O leitor de pensamento dos japoneses, por exemplo, usa um capacete e uma caixa bem maiores. Já há empresas interessadas em produzir esse sistema e até o fim do ano deve entrar em testes um comando desses ligado a uma cadeira de rodas.
“Não vai precisar mover um único músculo, porque às vezes pode ser fatigante precisar mover um músculo como algumas interfaces atuais utilizam para mover cadeiras de rodas. Só com o pensamento ele vai conseguir executar a tarefa”, aponta o professor Marco Antônio Meggiolaro, do CTC / PUC-Rio.


15/04/2011
Implante neural faz cérebro falar com computador
Redação do Diário da Saúde

O Cérebro fala
Controlar um cursor na tela de um computador usando apenas a mente não é nenhuma novidade.
Mas, pela primeira vez, cientistasusaram os chamados implantes neurais para que pacientes pudessem "falar" diretamente com o computador.
As interfaces cérebro-computador normalmente usam implantes colocados no córtex motor - os pacientes movem o cursor pensando em mover um braço ou uma perna, por exemplo.
Agora, os pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, mostraram que é possível controlar o computador quando a pessoa fala ou apenas pensa em um som específico.
Fala cerebral
Os pacientes podem aprender a mover o braço de determinada forma que o computador entenda como significando "Olá", por exemplo.
Mas tudo se torna muito mais fácil se a pessoa simplesmente disser "Olá" usando o mesmo circuito neural que ela usava para falar e o computador entender isso como um "Olá".
Segundo os cientistas, usar o córtex motor faz sentido quando se está pensando em pacientes que perderam a mobilidade, mas é pouco eficiente no caso de pacientes que perderam a capacidade de se comunicar.
"Há muitos usos para esta tecnologia, incluindo o desenvolvimento de técnicas para restaurar a comunicação de pacientes que perderam a fala devido a danos cerebrais ou danos às suas cordas vocais," diz Eric C. Leuthardt, um dos autores da pesquisa.
Rádio da fala
Os chips neurais foram implantados na superfície do cérebro de pessoas com epilepsia para rastrear a fonte dos disparos neuronais que causam as crises.
Mas Leuthardt e seus colegas recentemente descobriram que esses implantes podem ser usados para sintonizar as diferentes frequências que o cérebro emite.
Agora eles ampliaram o alcance da técnica, usando o implante neural para "sintonizar" o cérebro e identificar as frequências que ele emite quando a pessoa está falando ou pensando em fonemas e palavras.
Depois de identificados os padrões de ondas cerebrais que representam diversos sons, os cientistas programaram a interface para reconhecê-los.
Falando com o computador
Os pacientes aprenderam rapidamente a controlar o cursor na tela do computador pensando ou falando o som apropriado.
No futuro, as interfaces poderão ser ajustadas para ouvir apenas a rede neural da fala ou simultaneamente as redes motora e da fala, afirma Leuthardt.
Por exemplo, um paciente com deficiência poderá usar sua região motora para controlar o movimento do cursor no computador e imaginar o som "click" quando desejar selecionar um determinado item na tela.

SEXTA SESSÃO

 Nesta sessão, para além de continuarmos a descobrir programas TIC para utilizar em pessoas que precisem de um SAAC, aprendemos a avaliar as competências necessárias para o efeito.

Processo de avaliação de um indivíduo que necessite de um SAAC

O determinar um Sistema Alternativo e Aumentativo de comunicação implica avaliar as competências do sujeito que necessite desse mesmo SAAC.

As competências avaliadas são as seguintes:

-Competências motoras: avalia-se a postura e o posicionamento do corpo, ou seja, determina-se a postura mais adequada para apontar ou activar um teclado ou comutador. A motricidade fina, global e manual são avaliadas para decidir se o individuo é capaz de fazer signos gestuais e o movimento de pinça. Avalia-se igualmente os movimentos voluntários e intencionais de diferentes pontos ou segmentos corporais. Identifica-se as distintas partes anatómicas com potencial funcional para avaliar as  competências funcionais do movimento e mede-se as amplitudes e a eficácia do movimento.  

-Competências sensoriais: Avalia-se as funções táteis, auditivas e visuais.

-Competências comunicativas-linguísticas: Avalia-se as funções comunicativas e o nível de expressão e compreensão.

As funções da comunicação podem ser: 
 - Informar; - Cumprimentar
- Pedir Informações;
 - Controlar o comportamento do outro;
 - Expressar estados emocionais; - Pedir ou rejeitar algo através da fala; - Chamar atenção para si através de sons.

-Competências cognitivas: Avalia-se os níveis  de atenção e de memória e de compreensão através do processo causa-efeito; memória de curto e longo prazo; capacidade de resolução de problemas e cumprimento de ordens simples e complexas.

-Competências de auto-ajuda: Competência que se resume a saber cuidar de si próprio, ou seja, avalia-se a autonomia do sujeito.