sábado, 28 de abril de 2012

PRIMEIRA SESSÃO

A criação deste blog tem como objectivo primordial reflectir e divulgar conhecimentos adquiridos nas sessões da disciplina de “TIC em Contextos de Educação Inclusiva” através de uma Pós-Graduação em Educação Especial sobre as aprendizagens efectuadas em cada sessão, para melhorar o desempenho dos futuros professores da Educação Especial. É, no fundo, a descoberta de um novo mundo considerado difícil, para muitos, mas interessante e desafiador, pois possibilita a formação/educação de crianças “diferentes” num mundo que se quer cada vez mais inclusivo.
Nesta primeira sessão, reflectiu-se sobre as problemáticas aqui apresentadas, chegando-se a conclusão que numa sociedade inclusiva tudo pode ser utilizado por todos, uma vez que todos têm o direito a usufruir de uma vida independente.

Todo o cidadão de qualquer país deve ter o direito de aceder à educação e à aprendizagem para obter o sucesso escolar. Estes princípios, inerentes a qualquer democracia, foram alvo de debate e de apreciação mundial na Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada em Jomtien, na Tailândia em 1990. Desta conferência, resultou a assinatura da Declaração Mundial de Educação para Todos onde ficou bem patente o direito à igualdade de acesso à educação para todos os cidadãos, incluindo-se os deficientes (UNESCO, 1996). Com a mesma finalidade, reuniram-se em Salamanca, em 1994, 25 organizações e 92 países do qual fez parte Portugal, para assinarem uma declaração de princípios, provinda da Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais, que defendia que “as crianças e jovens com NEE devem ter acesso às escolas regulares e a elas se devem adequar, através de uma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades; as escolas regulares seguindo esta orientação inclusiva, constituem os meios capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos...” Esta declaração significou para muitos, a consagração de uma educação que atende às diferenças individuais, e onde ninguém é excluído na mesma escola. Deste modo, é fundamental que as escolas vão de encontro às necessidades dos seus alunos, adaptando-se às suas dificuldades de aprendizagem, procurando fornecer estratégias e metodologias adequadas e, asseverando, assim, um bom nível de educação para todos.


Educação Especial


A Educação Especial existe no Ensino Regular com a função de formar e preparar as crianças com necessidades educativas especiais para o futuro, e por isso, advoga os seguintes princípios: o acesso e sucesso educativo; a fomentação da autonomia; a estabilidade emocional; a promoção de igualdade de oportunidades; a preparação para o prosseguimento de estudos/preparação para a vida profissional e transição da escola para o emprego. A Educação Especial defende a inclusão educativa e social de crianças consideradas “diferentes” através de medidas educativas diferenciadas.
Em Portugal, o decreto-lei nº3/2008 determina que somente as crianças e jovens com necessidades educativas especiais de carácter permanente tenham acesso desta modalidade de atendimento. São colocados de lado, os alunos portadores de dislexia, hiperatividade (baixa intensidade/alta frequência), uma vez que este decreto não os contempla, o que é considerado pelos docentes, algo de inamissível e incompreensível, já que também este tipo de problemáticas favorecem o abandono escolar, bem como enfraquecem as competências escolares e sociais destas crianças que precisam de ser intervencionadas o mais rapidamente possível para depois, poderem obter sucesso educativo.
Um dos problemas patentes nas escolas do ensino dito regular é o facto de não existirem suficientemente condições para serem implantadas ou desenvolvidas as medidas especiais para o acompanhamento/desenvolvimento deste tipo de crianças. É fundamental que a classe docente, encarregados de educação e a própria comunidade escolar encarem as lacunas educativas como um desafio a ser vencido diariamente. Tendo em conta que o número de alunos está a aumentar cada vez mais nas turmas, é necessário que os docentes tenham em conta a diversidade cultural e social dos seus alunos, bem como o seu ritmo de aprendizagem. Para isso, é importante que os professores recorram e dominem as Técnicas de Informática de Comunicação, pois será uma forma de estimularem os seus alunos para a aprendizagem, suscitando-lhes interesse e colmatando assim as suas dificuldades através de estratégias adequadas às problemáticas existentes dentro da sala de aula. Por outro lado, incentivá-los, estimulá-los é ajudá-los a fazer parte de uma escola inclusiva cujos interesses e objectivos devem estar ao serviço de todos. O Movimento preconizado pela Escola Inclusiva tem como meta atingir, e alicerçar, a construção de uma nova forma de Estar e Ser social, a Sociedade Inclusiva. Uma sociedade que se quer mais justa e, por isso, obrigatoriamente mais solidária.





Bibiografia:
    Decreto-lei nº3/2008
     Declaração de Salamanca de 2004, Unesco
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=vHH_STbZZ-k

TECNOLOGIA


O vocábulo “tecnologia” provém do grego tekhnología e designa, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, “o conjunto dos instrumentos, métodos e técnicas que permitem o aproveitamento prático do conhecimento científico”. Esta  palavra significa, igualmente, “o estudo dos processos técnicos em geral. É entendida como uma teoria geral e/ou estudo sistemático sobre técnicas, processos, métodos, meios e instrumentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana”. Por sua vez, Bertrand define-a como o “conjunto de apoio à ação, quer se trate de recursos, de utensílios, de instrumentos, aparelhos, máquinas, procedimentos, métodos, rotinas ou programas, com o objetivo de resolver problemas práticos" (Bertrand, 1991: 81). Resumidamente, o termo tecnologia é usado para indicar os conhecimentos que possibilitam a construção de objetos e a transformação do meio ambiente com o objectivo de satisfazer as necessidades humanas. A título de exemplo, salienta-se a criação de um determinado dispositivo/objeto que passa por uma série de processos até chegar à sua construção final e produção.
Se a tecnologia apresenta vantagens no mundo actual, já que possibilita o aumento da produtividade de determinados produtos a custos mais baixos, simplificando o esforço humano, apresenta também desvantagens tais como a acentuação das diferenças sociais (categorização do trabalhador em função das suas competências tecnológicos), desemprego e poluição ambiental.


A Educação Especial e a Tecnologia



Bibliografia
Bertrand, Yves. (1991). Teorias Contemporãneas da Educação, p.81
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=p7_6J5HrCIk


 Técnica

A palavra “ técnica” deriva do grego téchne que traduz a ideia de “arte” ou “ciência” e define o “conjunto de processos que constituem um dado ofício, ou seja, é um conhecimento prático baseado no saber fazer. É um conjunto de procedimentos ligados a uma arte ou ciência.” A técnica é um procedimento que visa um determinado resultado através de um conjunto de acções.
Geralmente, a técnica pressupõe o uso de ferramentas e saberes bastante variados e surge devido ao homem precisar de transformar o meio e de o adaptar às suas necessidades.

                            
Tecnologias de apoio

Quer a informática, quer a criação, divulgação e utilização de tecnologias de apoio revolucionaram, se assim se pode dizer, a vida de pessoas com NEE na medida que as auxilia no seu dia a dia, bem como lhes possibilita, entre outros casos, uma maior oportunidade na formação educacional e profissional. Segundo o Instituto Nacional de Reabilitação (INR), “As tecnologias de apoio são materiais, equipamentos, sistemas que servem para compensar a deficiência ou atenuar-lhe as consequências e impedir o agravamento da situação clínica da pessoa, permitindo o exercício das actividades quotidianas e a participação na vida escolar, profissional, cultural e social”.
Exemplo de tecnologias de apoio: o DOSVOX
O DOSVOX é O sistema operacional que possibilita que pessoas cegas utilizem um microcomputador comum (PC) para realizar uma série de tarefas, conseguindo portanto um grande nível de independência no estudo e no trabalho. Este sistema que “comunica” com o usuário através de sintetizor de voz e composto pelos seguintes elementos entre outros:
- Sistema operacional que contém os elementos de interface com o usuário;
- Sistema de síntese de fala para língua portuguesa;
- Editor, leitor e impressor/formatador de textos;
- Impressor/formatador para Braille;
- Vários programas para o deficiente visual tais como: a agenda, a calculadora, o cronómetro, etc.
- Ampliador de telas para pessoas com visão reduzida;
- Programas para ajuda à educação de crianças com deficiência visual;
- Programas sonoros para o acesso à Internet, como o Correio Electrónico etc.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=O5jEqDOGfNE


As tecnologias de apoio encontram-se em todas as áreas que proporcionem qualidade de vida deste modo, elas existem, a título de exemplo, na área da saúde (aparelhos de medição da tensão arterial, lâmpadas infra-vermelhas, cadeiras de roda…), na área da educação (rampas, barras de apoio, modificações no mobiliário, computadores…).
As redes de comunicação e informação são de uma relevância capital no processo de ensino-aprendizagem de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE), uma vez que permitem não só a inclusão escolar destas crianças com mais facilidade, como contribuem para que eles resolvam as suas lacunas e desenvolvam novas capacidades cognitivas. Do mesmo modo, permite à comunidade escolar compreender e aceitar a diversidade das mesmas crianças. Por sua vez, as redes de comunicação e informação fornecem aos docentes novas práticas educativas envolvidos em contextos educativos que exigem pedagogias diferenciadas no trabalho com crianças com NEE.


32 maneiras de ver a tecnologia  na educação



Desenho universal

O Desenho Universal surge da necessidade de atender a todas as pessoas, independentemente de sua estatura, condição de mobilidade ou faixa etária. É necessário criar produtos, serviços que contribuam para o bem-estar do ser humano tendo em conta as suas necessidades, dificuldades e limitações diárias.
O conceito do Desenho Universal é bastante amplo e pode ser aplicado em diversos produtos consumidos diariamente. Assim, ele está patente nos espaços públicos que frequentamos tais como nas habitações, meios de transportes, nos locais de trabalho e nos meios de comunicação.






Os princípios norteadores do Desenho Universal e tidos em conta na criação de projetos que consideram a acessibilidade plena como algo fundamental para o bem-estar de toda a sociedade são a equitabilidade, a flexibilidade, a intuitividade, a informação percetível, a tolerância ao erro, o baixo esforço físico e o tamanho e espaço para acesso e uso. A título de exemplo salientam-se as portas automáticas, com sensores, que se abrem sem exigir força física ou alcance das mãos; a rampa adjacente a uma escada, que impede a separação de pessoas com restrições de mobilidade; as barras de apoio no sanitário que possibilitam que a pessoa consiga passar da cadeira de rodas para a    sanita de forma autónoma e segura; os computadores com teclado e rato facultando a escolha entre os dois recursos, e com softwares de sintetização de voz e leitura de texto; a sinalização sonora e luminosa em elevadores; a utilização de mais de uma forma de linguagem (texto e Braille, ou som e imagem) nos avisos dirigidos ao público em aeroportos, estações de 
transportes públicos etc.


Conceitos ligados à Educação Especial


Deficiência: privação ou alteração das funções fisiológicas ou psicológicas que podem ser temporárias ou permanentes.
Incapacidade: limitação ou falta de capacidade para desempenhar uma determinada função. Salienta-se que a existência para essa incapacidade é a deficiência.
Acomodação: alteração de uma tarefa de modo a possibilitar o desenvolvimento holístico do sujeito com deficiência.
Adaptação: evolução de dispositivos para auxiliar as pessoas com deficiência na concretização de tarefas do dia-a-dia, que concorre para a sua autonomia e inclusão na sociedade.



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=lbZdiVL4XBA

BOARMAKER

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=Hg_xy0wOPuU

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